Notas baixas? É possível mudar essa situação

Baixo rendimento na escola é vilão no processo de aprendizagem

O segundo semestre letivo é sinônimo de ‘correr atrás do tempo perdido’ para os alunos com baixo rendimento escolar. Faltando poucos meses para o encerramento das aulas, é preciso determinação e esforço para evitar a temível reprovação.

O que muitos pais não percebem, no entanto, é que notas baixas podem significar dificuldade de aprendizagem, um distúrbio que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais, afetando diversas áreas do desempenho escolar.

Motivação

Crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração. Neste caso, a orientação da coordenadora é de “valorizar o que a criança sabe para fortalecer sua autoestima”. A correria e tensão da vida profissional muitas vezes desmotivam ou até mesmo impedem os pais a acompanharem as atividades diárias dos filhos. Uma alternativa é contatar a escola via telefone ou e-mail; algumas escolas possuem website e agendas eletrônicas para consulta. É ótimo, sempre que possível, perguntar como a criança ou adolescente passou o dia, o que foi aprendido, dar uma olhada nas atividades. Mas a motivação maior precisa vir do próprio aluno. O aluno precisa privar-se de algumas coisas. É tudo uma questão de prioridade! Ele precisa entender que a única coisa certa que terá na vida virá com o estudo.

Acompanhamento psicopedagógico

Se os pais acreditam que seu filho apresenta dificuldades de aprendizagem, devem procurar um profissional para receber as orientações. Neste caso, os psicólogos são os profissionais adequados para realizar uma avaliação e tratar da criança, se o problema for gerado por fator emocional. Caso o diagnóstico da criança for dificuldade cognitiva, a criança deve ser encaminhada para um psicopedagogo que poderá ajudar no desenvolvimento dos processos de aprendizagem. Para obter resultados concretos é preciso ser feito um trabalho em conjunto entre pais, psicólogos, escolas e professores, que deverão estar envolvidos com um único objetivo: ajudar a criança e o adolescente. E é imprescindível que os pais conheçam seus filhos e conversem frequentemente com eles para que possam detectar quando algo não vai bem..

Por Marianne Heinisch e Aldaci de Souza

Fonte: Infonet

Saiba por que seu filho vai mal na escola

Seu filho vai mal na escola? Muitas podem ser as razões do problema. O ideal é que, o quanto antes, um diagnóstico correto seja capaz de orientar pais e professores a ajudar no desenvolvimento da criança.

Levantamos as principais causas, orgânicas, de baixo rendimento escolar. Antes delas, a pediatra do Einstein, Dra. Renata Waksman, alerta para os primeiros cuidados. “Em primeiro lugar, os pais devem estar atentos e não delegar à escola a responsabilidade de cuidar do desempenho de seus filhos sozinha. Eles devem participar de reuniões, verificar os materiais, acompanhar o boletim, estar atentos e próximos da vida escolar”, afirma a médica.

Confira as causas mais comuns de dificuldades no aprendizado.

VISÃO

Os pais e os professores devem ficar atentos se a criança serra os olhos para enxergar a lousa, por exemplo. Escrever e ler com a cabeça muito perto da folha também é um indício do problema.

AUDIÇÃO

Crianças que sofrem com muitas otites, que produzem muita cera no ouvido podem ter bastante dificuldade em acompanhar as aulas. Geralmente, as crianças com problemas auditivos falam mais alto: esse é um bom sinal de alerta para os pais.

DORMIR BEM

Neste aspecto, os pais devem observar não somente a quantidade de horas de sono, mas, principalmente, a qualidade do sono da criança. Internet e televisão no quarto fazem com que as crianças fiquem acordadas até tarde e produzam pouco no dia seguinte.

DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

Crianças que em um momento estão “viajando” ou “com a cabeça na lua”, e em outro, estão agitadas, muitas vezes atrapalhando os coleguinhas, podem sofrer de algum distúrbio de aprendizagem. Mas cada uma deve ser investigada de forma individual. Nem sempre os sintomas ou o comportamento são os mesmos. Os pais devem procurar a escola para uma conversa sobre as possíveis razões do problema. Depois, procurar os especialistas que irão orientar a família a buscar avaliações mais específicas.

Fonte: http://www.einstein.br/

10 atitudes positivas diante de um boletim vermelho

1. Converse e tente entender a situação, sem gritos ou discussões. “Mostre para a criança que esses resultados não são definitivos muito menos indicativos de incapacidade”, aconselha Vera Malato, coordenadora de departamento de orientação educacional do colégio Bandeirantes, de São Paulo.

2. Avalie se a rotina de estudos está adequada e se o local é calmo e silencioso. E, quando seu filho prometer estudar mais, questione-o sobre o que é estudar para ele. “Coloque essa rotina em discussão. Fale para ele que não adianta apenas fazer a lição de casa para não tomar bronca do professor. É preciso fazer a tarefa com o objetivo de aprender e tirar as dúvidas”, conta Edson D’Addil, orientador educacional do Colégio Vértice, em São Paulo.

3. Procure a escola e converse com os educadores antes de tomar a justificativa da criança como única existente. A partir daí, você conseguirá identificar se é uma dificuldade específica de uma matéria ou se é problema comportamental.

4. Veja se a saúde da criança está normal. Problemas de visão, audição ou dificuldades em se concentrar podem refletir nas notas.

5. Verifique a integração social da criança nos grupos. Veja se é tímida, se tem amigos. “Às vezes, para serem aceitas nos grupos, as crianças tornam-se bagunceiras e suas notas caem”, diz Magali Maldonado, coordenadora do colégio Objetivo.

6. Envolva-se no estudo dele e demonstre interesse pela vida escolar. Diariamente, peça para ver as tarefas e as anotações feitas em sala. Ah, também é importante não deixar seu filho faltar à aula por qualquer motivo, por mais que ele insista.

7. Estabeleça metas de superação, ou seja, conte para seu filho o que espera dele no fim do ano letivo e diga que vai ajudá-lo a alcançá-las. Porém, respeite o tempo dele: aos 8 anos, ele deve saber ler e escrever; aos 10, já é hora de somar, subtrair, multiplicar e dividir; Aos 14, deve resolver equação de 1º grau e saber interpretar textos.

8. Estabeleça também consequências, caso veja que ele não está comprometido. “Agora, se ele se esforça e não consegue, procure apoio na escola ou em aulas particulares”, sugere Esther Carvalho, diretora do colégio Rio Branco, em São Paulo. Vale descobrir se a escola oferece aulas extras.

9. Explique alguns conceitos que parecem ser básicos, mas que nem sempre as crianças se dão conta, como que é normal – e aceitável – ele tirar dúvidas após as aulas com o professor.

10. Avalie a possibilidade de ele estar sobrecarregado, com muitas atividades diárias.

Fonte: Educar para cresccer

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